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SAPESP REITERA SUA POSIÇÃO CONTRÁRIA A MUDANÇA LEGISLATIVA
27/05/2010
Esta manifestação se faz obrigatória visto que há a intenção proposital de induzir ao erro o público em geral quando se destaca no site do Ministério do Esporte, e no site do Senado Federal, que "os sindicatos de atletas" acordaram com as mudanças propostas pelos clubes por meio do governo.
 
Vale destacar que o Sapesp desde o início foi contra essa violadora iniciativa do governo, e trabalhou com êxito, contra este malefício imposta à categoria, desde seu nascimento em 2003 na gestão do então Ministro Agnelo Queiroz, outro inimigo dos atletas profissionais e escudeiro dos cartolas.
 
Para isso o Sapesp relembra com a reprodução a seguir do ofício enviado no mês de março ao Ministro do Esporte à Casa Civil e aos senadores quando o projeto de lei foi encaminhado para a aprovação naquela casa legislativa, com posição definida em defesa da categoria.
 
Veja abaixo a íntegra do documento:
 
 
São Paulo, 23 de março de 2010.
 
 
 
Senhor Orlando Silva de Jesus Junior
DD. MINISTRO DO ESPORTE
 
 
 
 
Senhor Ministro,
 
 
O Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo – Sapesp vem reiterar seu posicionamento acerca dos encaminhamentos dados por este Ministério à aprovação do PL 09 de 2010 (5.186/2005) nos termos que se seguem:
 
 
Vimos estampando no sitio do Ministério do Esporte a notícia que denota todo o empenho de Vossa Senhoria em articular uma reunião na presidência do Senado convidando os representantes dos clubes com o “objetivo de sensibilizar os senadores a aprovarem o texto na forma como foi votado na Câmara, e no menor prazo possível”.
 
Na verdade tal fato já não nos surpreende porque há algum tempo temos tido dificuldades em nossos encaminhamentos nesse Ministério, pois, são eles antagônicos aos dos clubes que o Senhor defende.
 
Nossa surpresa fica vinculada ao fato de, ao menos, de acordo com o protocolo que a pasta exige, de não haver um único representante dos atletas nesse encontro.
 
E nem adiantaria querer justificar afirmando que outra reunião poderia acontecer que viesse a efetivar essa presença porque essa atitude repete exatamente a mesma que o Ministério teve quando o tema ainda se encontrava na Câmara dos Deputados agendando um encontro somente com os representantes dos patrões.
Nosso comunicado serve também para relevar que, diferentemente, do que a matéria sugere e também para que não haja possibilidade de criar conjunturas duvidosas, o PL 09/2010 (5.186/2005) não é de agrado dos representantes dos atletas porque nas escassas oportunidades de debate que tivemos muito pouco foi produzido em prol do trabalhador o que somente aumentou nosso repudio a essa mudança legislativa.
 
Sabemos que o mundo do futebol seduz e é sempre mais fácil estar do lado dos poderosos, porém, não era ou talvez ainda não seja, essa a filosofia do atual governo nos demais setores da sociedade. O Presidente da Republica não se cansa em afirmar que este é o governo dos trabalhadores e dos mais humildes, lema que vem sendo profundamente contrariado quando o assunto é futebol, até por ele mesmo.
 
O PL 09/2010 (5.186/2005) vem aumentar a violação aos direitos fundamentais dos atletas profissionais de futebol consagrados na Constituição Federal, sendo o único segmento que a lei é elaborada sob o ponto de vista do mais poderoso em detrimento ao hipossuficiente, fato que deturpa a lógica antropológica constitucional.
 
De fato Senhor Ministro esperávamos que a mentalidade socialista tão defendida por esse governo e pelos partidos que o compõe fosse minimamente observada porque entendemos que uma sociedade justa e equilibrada assim se caracteriza e que esse comprometimento deveria ir além da retórica inconsistente, esvaziada que acaba por resultar em um jogo de palavras que não se pode nunca confiar.
 
Nós, sim, continuaremos nossos trabalhos em prol do trabalhador e do mais humilde.
 
Era o que nos competia.
 
 
Rinaldo José Martorelli
Presidente
 
 
C/C
Casa Civil
Senadores
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